| [noite escura] |
| [noite: s.f. espaco de tempo entre o crepusculo e o amanhecer; obscuridade reinante nesse tempo] [escura: adj. obscura; falta de luz] |
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insónias |
10.6.04
Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Só por ter dois sóis Só por hesitar Fiz a cama na encruzilhada E chamei casa a esse lugar E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão Só por inventar Só por destruir Tenho as chaves do céu e do inferno E deixo o tempo decidir E anda sempre alguém por lá Junto à tempestade Onde os pés não têm chão E as mãos perdem a razão Só por existir Só por duvidar Tenho duas almas em guerra E sei que nenhuma vai ganhar Eu sei que nenhuma vai ganhar Jorge Palma inquietações: 3.6.04
[ao som de "Harmonica Azul (Instrumental)", Rui Veloso - Ar de Rock]
# respirado por Vitor, 00:53
quem como nós na curva de céus vários pressentiu (em céus de boca e ares) que os elementos, de si, nunca se encontram diz: a água não amaina; o fogo nas queimadas, nas lajes do lar não nos sacia; o ar não cria a vibração das folhas - esta é a nudez; na terra, sobretudo sente-se: as suas casas, as traves que as sustêm, desfalecem. quem as habita parado, quem como nós vivo diz: a fome é hostil, o homem movimenta-se impaciente, o seu desejo ocupa a sua vida. Fiama Hasse Pais Brandão, in "vértice nº 286", desembrulhado por paulo no seu um mundo imaginado inquietações:
[ao som de "Prisão", Mafalda Veiga - Nada se Repete]
# respirado por Vitor, 00:51
:: persona #2 :: os livros que temos nas prateleiras, se não dizem tudo sobre aquilo que somos, dizem pelo menos o bastante sobre aquilo que queremos ser. claire lunar, no seu little black spot inquietações: 2.6.04
[zzzzzzzz.........]
# respirado por Vitor, 01:18
. ponto final inquietações: |
O Navio de espelho
Seu mar é a floresta
Ao crepúsculo espelha
Por isso o tempo gosta
Os armadores não amam
(Vista do movimento
Quando chega à cidade
O seu porão traz nada
Vozes e ar pesado
E no mastro espelhado
Seus dez mil capitães
A mesma cinta escura
Quando um se revolta
(Como os olhos da mosca
E quando um deles ala
Toda a nave cavalga
Do princÃpio do mundo A Cidade Queimada, o navio de espelhos XIII |